Economia do Golo
O desporto é a nossa paixão e a escrita o nosso vicio. Sempre dispostos a conjugar as duas artes, na certeza de uma junção sempre feliz... ousem descobrir!

Oh, FIFA…

Hoje (finalmente) termina o mundial do Qatar. Desabafo com alguma ansiedade pelo fim deste torneio.

Por muito que nos tentemos alhear, por muito que tentemos pensar no jogo, por muito que tentemos colorir esta competição, tal não só está de tal forma manchada desde a sua escolha, como durante a sua realização, diariamente nos foi relembrado que aquele Estado, em nada pretendeu algum dia a mudança dos seus ideais retrógrados, bem como as palavras, as proibições e expulsões foram uma constante.

Pela lei do poder, do dinheiro, da alegada corrupção, a FIFA elegeu o Qatar, país que defende tudo aquilo, que o organismo mundial do futebol supostamente é contra.

A liberdade, igualdade de género, o respeito pelo outro, dentre os demais valores sociais pelo qual o desporto se rege, muito pouco foram tidos em todos estes momentos mundialistas.

Desde jogadores a federações, todos se manifestaram contra, todos se tentaram expressar, mesmo sob a ameaça de punição, constatamos que os intervenientes do jogo, buscaram formas de comunicar o seu repúdio.

Por isso, foi com estranheza, que vi o senhor presidente da FIFA, eleger este Mundial como o melhor de sempre segundo o próprio!

Dias depois de mais alegados favorecimentos ao Qatar, registados ao mais alto nível, parece-me que seria de bom senso (digo simpaticamente este termo), que a FIFA, pelo menos se abstivesse das suas afirmações, parecendo corroborar com tudo o que naquele deserto arábico se passou, passa e continuará a passar…

Deixo uma nota, para todos nós, que merecemos respeito enquanto pessoas e adeptos, do fenómeno planetário a que apelidamos de futebol, apesar de tudo tentamos respirar a competição, pena que o ar poluído tenha pairado sobre nós.

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